Consultoria e Planejamento Previdenciário Empresarial
Revisão da composição da folha e do que integra a base de cálculo.
Contribuição previdenciária patronal não se decide em tese: decide-se na rubrica que o sistema de folha usa para pagar cada verba. Uma classificação equivocada não produz um erro pontual, produz um erro que se repete todo mês, cresce com a folha e só aparece anos depois, já consolidado, em uma notificação que alcança todo o período.
O trabalho preventivo é o inverso disso: olhar a folha antes que a fiscalização olhe. Ele separa o que é pacífico do que está em discussão, ajusta o que estiver errado daqui para frente e mostra onde há recolhimento a maior passível de recuperação. Nenhuma dessas três respostas depende de prazo em curso — e é por isso que quase nunca são feitas.
O que dá para fazer
Mapa das rubricas
Verba por verba: o que integra a base hoje, com que fundamento e em qual faixa de discussão cada uma está.
Correção prospectiva
Ajuste da rubrica daqui para frente, que é o que interrompe a repetição do erro e limita o passivo.
Obrigações acessórias
Consistência entre folha, escrituração digital e o que é declarado. A divergência entre elas é o que puxa a fiscalização.
Leitura de risco por rubrica
Separação entre o que é pacífico, o que está em discussão e o que já é reconhecido como fora da base, com o efeito de cada escolha.
Desenho de benefícios e utilidades
A forma de conceder auxílio, prêmio e utilidade determina a incidência. Definir antes custa menos que discutir depois.
- Onde entra: Folha de pagamento
- Origem da régua da área. Tudo o que se discute depois, revisão, notificação e FAP, sai da classificação feita aqui.
- Prazo: Não há prazo em curso, e é justamente esse o ponto. A correção prospectiva vale do mês em que é feita; o passado segue sujeito ao período retroativo de cinco anos.
Isso não é serviço do contador?
O contador aplica a rubrica; a classificação jurídica de cada verba e o risco de cada posição são de outra ordem. O trabalho é feito junto com ele, não no lugar dele.
Corrigir agora não chama atenção da fiscalização?
Corrigir daqui para frente é o que interrompe a repetição mensal do erro. A decisão sobre o passado é separada, e se toma com o cálculo na mão.
Dá para recuperar o que já foi pago a maior?
Dentro do período retroativo de cinco anos, sim. É um trabalho próprio, e a revisão da folha é o que revela se ela existe.

